Webinar: Manifestações antirracistas

Na última segunda-feira, 22/06, foi realizado mais um Webinar Mopi Juntos!, em parceria com o Ibmec. Ugo Cruz, professor de Geografia do Mopi, Roterdan Borges, aluno da 3ª série do Ensino Médio do Mopi, Tanguy Baghdadi, professor do IBMEC, e Vanessa Melo, assistente de coordenação dos Ensinos Fundamental II e Médio do Mopi, analisaram os protestos antirracistas que vêm eclodindo em todo o mundo e seus desdobramentos na esfera política, socioeconômica e cultural.

Vanessa, a mediadora do debate, abriu o webinar lembrando da comoção em torno da morte de George Floyd, um homem negro de 40 anos, desarmado, durante uma abordagem policial. A partir desse acontecimento, uma grande onda de protestos foi gerada, resgatando em toda a sociedade debates sobre o racismo, a violência policial e o genocídio praticados contra a população negra.

Além dos Estados Unidos, local onde ocorreu a morte de George Floyd, outros países como Reino Unido, Bélgica, Espanha, Portugal, França e Brasil aderiram ao Movimento “Black lives matter” (Vidas negras importam, em tradução livre), levando multidões às ruas em busca de justiça.

Aqui no Brasil, essa discussão, em torno de mais um caso de violência policial contra negros, gerou a seguinte questão: por que há tanta diferença entre os protestos raciais no Brasil e nos Estados Unidos? Para Ugo, a principal razão é a segregação racial e a maneira como brasileiros e americanos enxergam a luta do movimento negro, principalmente dentro das manifestações. Nos Estados Unidos, os americanos se enxergam primeiramente como negros, antes mesmo de sua nacionalidade. O que não acontece no Brasil.

Segundo Tanguy, o fruto do racismo encontra-se na profunda desigualdade social em que vivemos, na qual os negros são mais afetados, e os brancos desfrutam de mais privilégios. Ele acrescenta ainda que só vamos diminuir essa desigualdade quando os brancos entenderem seus privilégios, concedidos devido à sua cor, e agirem de forma antirracista. Não basta se conscientizar. É preciso se sentir responsável por essa luta. “Ajudar não, lutar sim!”, conclui Tanguy.

Roterdan mostrou todo o seu protagonismo e apresentou o seu olhar sobre esse momento histórico que estamos vivendo. “Estão, aos poucos, tentando tirar a nossa identidade. Mas a minha geração não é só fogo de palha. O nosso discurso mudará toda essa intolerância em que vivemos. Queremos e vamos fazer essa ruptura”, finaliza.

Seguimos em frente, Roterdan! Do jeito que é possível, e, o mais importante, sem deixar ninguém para trás. Afinal, como diz o provérbio africano, “se quer ir rápido, vá sozinho. Se quer ir longe, vá junto”.

Para assistir ao webinar na íntegra, clique aqui!

Estamos JUNTOS nessa luta! Por mais estudo e menos hashtag!