Redes Sociais: riscos e poderes

A difusão das redes sociais pelo mundo, a dependência cada vez maior da internet e o uso cada dia mais precoce dos aparatos tecnológicos parecem impossibilitar o “desligamento” total dessas funcionalidades, o que hoje representaria o exílio da própria sociedade humana. Contudo, é preciso conhecer e saber lidar com os riscos que a tecnologia traz, principalmente aqueles que acometem crianças e adolescentes.

Pensando nisso, promovemos a palestra “Redes Sociais: riscos e poderes”, para auxiliar os pais a entenderem, acompanharem e estipularem limites para os jovens nas redes sociais. O evento contou com a presença de Alexandre Jacobs, Especialista em Segurança Digital; Daniela Terra, Delegada Titular da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática; Alba Weiss, Psicóloga e Psicopedagoga; e Ana Claudia Laviano, Psicóloga e especialista em Neurociência.

Alexandre Jacobs, que é diretor de uma escola de tecnologia e inovação voltada para crianças e adolescentes, orientou os pais presentes a prevenirem situações que coloquem seus filhos em perigo na internet e a como agir em caso de exposição a algum crime virtual: “Precisamos nos informar e entender as novas tecnologias para acompanhar os nossos filhos e orientá-los corretamente”, disse o especialista.

Já a delegada Daniela Terra iniciou a sua fala contando alguns casos recentes de crimes de informática com os quais lidou em sua função, uma forma de alertar os pais para os perigos a que seus filhos são expostos: “A iniciativa do Mopi foi pioneira diante da realidade que vivemos atualmente. É muito importante conscientizar os pais, pois só assim conseguiremos diminuir os crimes cometidos na internet”, comentou a delegada.

A psicóloga Alba Weiss, que é mãe de um aluno do 6º ano, defendeu que o diálogo é a melhor forma de garantir que nossos filhos façam um bom uso das redes sociais: “A parceria entre comunidade, escola e família é fundamental para traçarmos estratégias para lidar com esses problemas atuais. É muito bom ter com quem dividir as nossas angústias e esperanças”, concluiu a psicóloga.

Flávia Lima, mãe de dois alunos do 3º e 7º anos do Ensino Fundamental, esteve na palestra e acredita que a discussão é de extrema importância: “Temos que dar todo o suporte a nossos filhos, conhecer o tema e saber como alcançar as crianças, para que elas nos escutem. E a escola ser nossa parceira nesse trabalho é motivo de orgulho”, finalizou.