O mundo pós-Covid

Ontem, 18/05, foi realizado o II Webinar Mopi Juntos!. Desta vez, em parceria com o Ibmec. 

A ideia foi trazer à tona apenas um primeiro momento de reflexão sobre o tão falado “Ac/Dc” – Antes Covid e Depois Covid.

O que vai mudar? Como nossas relações serão pautadas? E o consumo, como será?

Nesse primeiro encontro virtual, professores abriram esse debate tão abrangente sobre o mundo pós-Covid (DC) e os impactos desse tão falado “novo normal” na sociedade e no comportamento de consumo. Conseguir essas respostas, porém, não é tarefa fácil, isso porque o coronavírus colocou em xeque diversos aspectos de nossa sociedade. Luiz Rafael, coordenador dos Ensinos Fundamental II e Médio do Mopi, Rafael Duarte, professor de História do Mopi e Francisco Barreto, antropólogo e professor do IBMEC, tiveram o desafio de debater essas perguntas e ainda trouxeram outras reflexões que poderão nortear esse “novo normal”.

O mundo em que vivemos é muito dinâmico e, a todo momento, surgem novas tecnologias que interferem diretamente em nosso modo de vida. Por conta disso, é difícil cravar quais mudanças acontecerão de fato. No entanto, é consenso que essa pandemia nos levará a um salto comportamental enorme, que incluirá diversos contextos, como o ambiente e a sociedade.

No que se refere à educação, Francisco acredita que, com o crescente uso das tecnologias como ferramentas de suporte ao ensino e aprendizagem, os responsáveis terão maior participação no processo educacional dos filhos. Segundo ele, um novo modelo educativo, o da coeducação, surgirá para ficar e, nele, pais e filhos aprenderão juntos, sejam os conteúdos programáticos ou lições sobre tecnologia.

Esse “novo normal” também trará mudanças nas futuras relações de trabalho. Segundo Francisco, a educação terá um importante papel de formar pessoas preparadas para lidarem com esse novo mundo, muito mais fluido. Para Rafael Duarte, o cenário atual, que impôs o home office, também será importante para refletirmos como queremos que seja esse “novo normal”.

Outra reflexão proposta pelos palestrantes refere-se à necessidade de uma revisão no atual modelo de urbanidade. A arte de viver em conjunto requer algumas adaptações para a otimização dos recursos disponíveis, e o conceito de cidades inteligentes aparece para responder aos anseios humanos por mais qualidade de vida. Nessa nova estética para o futuro, possivelmente, tecnologia e natureza coexistirão.

Para Luiz Rafael, também é o momento de repensarmos nossos hábitos de consumo. Com a chamada “Quarta Revolução Industrial”, sistemas de produção, distribuição e consumo estão se transformando. As novas tecnologias já são capazes de entender os nossos hábitos, e as nossas decisões de consumo poderão ser tomadas por meio delas. Nesse contexto, na hora da compra, o alinhamento de propósito entre empresa e consumidor fará toda a diferença.

Por fim, esse “novo normal” reforçará ainda mais a importância da empatia dentro do mundo dos negócios. Essa “empatia organizacional” será uma realidade quando a comunicação for personalizada e efetiva.

E você? Como imagina ser esse “novo normal”?

Teremos novos encontros para refletirmos sobre esse tema tão importante para a atualidade.

Fique ligado nos próximos encontros virtuais!