Impor limites ou aliviar as regras?

Se você flexibilizou certas regras durante esta quarentena e não sabe até que ponto isso é certo ou errado, saiba que você não está sozinho.

Os filhos não estão indo às escolas, os avós não podem contribuir no suporte com as crianças e os pais precisam lidar com os afazeres da casa, com as atividades das crianças e, ao mesmo tempo, trabalhar em esquema de home office. Todo esse contexto pode acender um importante sinal de alerta: o estresse.

Dizer não para as crianças pode estar sendo tarefa difícil nesse momento. O sentimento de culpa, a falta de uma rotina pré-estabelecida e a ausência de diálogos claros podem atrapalhar — e muito — nesse processo.

O mais importante é entendermos o momento e todas as variáveis que ele pode nos trazer. Cada família tem a sua dinâmica e o mais importante é compreender que, qualquer mudança que se faça necessária, deve ser feita sem culpa e com muita resiliência.

Lembre-se: para todo o desafio, há uma nova oportunidade de se reinventar!

– Defina uma rotina com deveres e lazeres;

– Explique à criança que esse é um período diferente e temporário e que a ajuda delas é fundamental para o bom funcionamento da casa;

– E tudo bem se nesse período as crianças abusarem mais da televisão, smartphones ou computadores. O mais importante é saber que tudo voltará ao normal muito em breve.

Crianças ouvem, veem e são diretamente influenciadas pela maneira como seus pais reagem a várias situações. Por isso, é muito importante demonstrarmos habilidades positivas na hora de impor limites ou flexibilizar regras, para que possamos ajudar nossas crianças, diminuindo seus níveis de ansiedade e, assim, estabelecer rotinas mais saudáveis para todos.

Em vídeo, as nossas educadoras Carol Azer e Gisele Gama nos ensinam que, com muito equilíbrio e bom senso, esse caminho pode ser trilhado com amor e empatia.

Pais tranquilos, crianças felizes!